quarta-feira, 23 de julho de 2008

Bastidores da TV

   Veja só o que o Kajuru aprontou pra cima da Renata Fan.

   http://br.youtube.com/watch?v=mt-4fukJQYg

domingo, 20 de julho de 2008


Mata a saudade aí

Lembra dessa galera?

sábado, 19 de julho de 2008

Dicionário mineiro

lidileite (litro de leite)
mastumate (massa de tomate)
dendapia (dentro da pia)
kidicarne (kilo de carne)
tradaporta (atrás da porta)
badacama (debaixo da cama)
pincumel (pinga com mel)
iscodidente (escova de dente)
nossinhora (nossa senhora)
pondiôns (ponto de ônibus)
denduforno (dentro do forno)
doidimais (doido demais)
tidiguerra (tiro de guerra)
dentifrisso (dentifrício)
ansdionti (antes de ontem)
sessetembro (sete de setembro)
sápassado (Sábado passado)
oiuchero (olha o cheiro!)
pradaliberdade (Praça da Liberdade)
vidiperfumi (vidro de perfume)
oiprocevê (olha pra você ver!)
tissodai (tira isso dai)
rugoiáis (Rua Goiás)
onquié (onde que é?)
casopo (caixa de isopor)
quainahora (quase na hora)
strudia (outro dia)
onquoto (onde que estou)
pronostamuinu?(para onde nos estamos indo?)
catuai (cata o alho)

São Paulo 360 graus

Veja mais aqui.

quarta-feira, 16 de julho de 2008


Aprenda alemão facilmente

   A língua alemã é relativamente fácil. Todos aqueles que conhecem as línguas derivadas do latim e estão habituados a conjugar alguns verbos podem aprendê-la rapidamente. Isso é o que dizem os professores de alemão logo na primeira lição.

   Primeiro, pegamos um livro em alemão, neste caso, um magnífico volume, com capa dura, publicado em Dortmund, e que trata dos usos e costumes dos índios australianos Hotentotes (em alemão "Hottentotten"). Conta o livro que os cangurus (Beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (Kotter), cobertas com uma tela (Lattengitter) para protegê-los das intempéries. Estas jaulas, em alemão, chamam-se jaulas cobertas com tela (Lattengitterkotter) e, quando possuem em seu interior um canguru, chamamos ao conjunto de "jaula coberta de tela com canguru" (Lattengitterkotterbeutelratten).

   Um dia, os Hotentotes prenderam um assassino (Attentäter), acusado de haver matado a uma mãe (Mutter) hotentote (Hottentottenmutter) de um garoto surdo e mudo (Stottertrottel). Esta mulher, em alemão, chama-se Hottentottenstottertrottelmutter e a seu assassino chamamos, facilmente,
Hottentottenstottertrottelmutterattentäter.

   No livro, os índios o capturaram e, sem ter onde colocá-lo, puseram- no numa jaula de canguru (Lattengitterkotterbeutelratten). Mas, incidentalmente, o preso escapou. Após iniciarem uma busca, rapidamente vem um guerreiro Hotentote gritando:
   - Capturamos um assassino (Attentäter)!
   - Qual?? - pergunta o chefe indígena.
   - O Lattengitterkotterbeutelrattenattentäter - comenta o guerreiro.
   - Como? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tela? - diz o chefe dos Hotentotes.
   - Sim - responde a duras penas o indígena
   - O Hottentottenstottertrottelmutterattentäter (assassino da mãe do garoto surdo e mudo).
   - Ah, demônios! - diz o chefe - você poderia ter dito desde o início que havia capturado o Hottentottenstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentäter (assassino da mãe do garoto surdo e mudo que estava na jaula de cangurus coberta de tela).

   Assim, através deste exemplo, podemos ver que o alemão é facílimo e simplifica muito as coisas. Basta um pouco de interesse.

   Abraços

   Gunter

terça-feira, 15 de julho de 2008

Refresco de memória
CARLOS HEITOR CONY

   RIO DE JANEIRO - Até agora, a mais espetacular operação da Polícia Federal atirou contra o banqueiro Daniel Dantas. Mas atingiu também o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, que está levando as sobras com o levantamento de sua polêmica passagem no judiciário nacional.
Em matéria de ontem, publicada aqui na Folha, a repórter Ana Flor lembrou que o ministro foi trazido à vida pública por Fernando Collor, mas atingiu um raio de ação mais substancioso durante os dois governos de FHC, quando foi advogado-geral da União. "O próprio Mendes tinha contra ele ações de improbidade administrativa movidas, em 2002, por um procurador da República que o acusava de enriquecimento ilícito."
É certo que o futuro ministro teve decidida atuação no caso das privatizações -daí, talvez, a "tranqüilidade" de Daniel Dantas quanto à decisão do seu caso no Supremo presidido por Mendes.

   Outro jornalista, Mauro Santayana, em sua coluna no "Jornal do Brasil" de ontem, diz que "Gilmar excluiu-se eticamente do direito de pertencer ao Judiciário". E lembra: "O mais grave é que ele se encontrava sub judice, processado por improbidade administrativa -conforme denúncia de Dalmo Dallari- quando seu nome foi levado à Comissão de Justiça do Senado para ocupar a vaga no Supremo" -a indicação fora feita por FHC, em paga de seus serviços como advogado da União.

   Santayana continua: "O rolo compressor do governo quebrou a resistência da maioria dos senadores. Ainda assim, seu nome foi recusado por 15 parlamentares. A Associação dos Magistrados Brasileiros também se opôs à sua nomeação. Mais ainda: o Ministério Público questionara, antes, a presença de Gilmar, que pertencia a seus quadros, na Advocacia Geral da União".

   
Pois é... Este é o ministro presidente da nossa suprema corte. Triste, né?
Ah, bom!

   Ronaldinho Gaúcho pode chegar à China no melhor de sua forma se a CBF conseguir adiar as Olimpíadas para depois de outubro.
   Ricardo Teixeira já está mexendo seus pauzinhos.
Responda rápido

   Quem você gostaria de ter a seu lado quando estiver em apuros: o advogado de Daniel Dantas ou o compadre do Lula?
Foto duca!

   Viaje nesta foto.
   Veja quie resolução. Repare nos detalhes.

segunda-feira, 14 de julho de 2008


Tá com medo, tabaréu?

   He he he!

Onde a coruja dorme

   Foto roubada do Blog "Bloco de Notas", dos fotógrafos de Brasília.

Dicionário dos traídos

Ateu - Aquele que leva chifre e não acredita.
Atrevido - Aquele que se mete na conversa da mulher com o Ricardão.
Banana - Aquele que a mulher vai embora e deixa uma penca de filhos.
Brahma - Aquele que pensa que é o número um.
Brincalhão - Aquele que leva chifre o ano inteiro e no carnaval sai fantasiado de urso.
Camarada - Aquele que ainda empresta dinheiro pro Ricardão.
Cebola - Aquele que quando vê a mulher com outro, só chora.
Crente - Aquele que sempre crê que sua mulher é honesta.
Denorex - Aquele que não parece, mas é.
Descarado - Aquele que leva chifre e ainda sai desfilando com a mulher.
Detetive - Aquele que segue a mulher dos cornos e esquece a dele.
Educado - Aquele que aprendeu com o pai a nunca deixar de cumprimentar o Ricardão.
Elétrico - Aquele que quando o amigo diz: "Tua mulher tá te traindo!" Diz, "Tô ligado!".
Familiar - Aquele que só leva chifre de parente.
Fofoqueiro - Aquele que leva chifre e sai contando pra todo mundo.
Frio - Aquele que leva chifre, mas não esquenta.
Iô-iô - Aquele que descobre, vai e volta.
Medroso - Aquele que fica escondido, esperando o Ricardão ir embora.
Masoquista - Aquele que leva chifre, mas não larga a mulher.
Papai-Noel - Aquele que vai embora e volta por causa das crianças.
Político - Aquele que só faz promessa: "Vou matar este cara!".
Preguiça - Aquele que só chega atrasado: "Ainda te pego!".
Salário Mínimo - Aquele baixinho que só comparece uma vez por mês.
Salsa e Merengue - Aquele que chega em casa, vê os Ricardões enfileirados e exclama: "Epa! Um, dois, três..."
Teimoso - Aquele que leva chifre da esposa e da amante.
Terremoto - Aquele que quando vê a mulher com outro fica tremendo.
Xuxa - Aquele que não larga a mulher por causa dos baixinhos.
Vingança feminina 1

   O casal está passeando pela praia, e ela pede que ele lhe compre um biquíni.
   Ele responde:
   - Com esse corpo de máquina de lavar? Nem pensar!
   Continuam caminhando, e ela insiste:
   - Bom, então compra um vestido para mim?
   Ele responde:
   - Com esse corpo de máquina de lavar? Nem pensar!!
   Passa o dia...
   À noite, já na cama, o marido vira para a esposa e pergunta:
   - E aí, mulher? Vamos botar a máquina de lavar para funcionar?
   E a mulher, com ar de desprezo, responde:
   - Para lavar só esse pedacinho de pano? Ah nem a pau...! Lava na mão mesmo!!!

Vingança feminina 2

   O marido estava em seu leito de morte e chamou a mulher. Com voz rouca e já fraca, disse-lhe:
   - Meu bem... Chegue mais perto... Eu quero...lhe fazer uma confissão!
   - Não, não - respondeu a mulher. Sossegue e fique quietinho aí. Você não pode fazer esforço.
   - Mas mulher - insistiu o marido. Eu preciso morrer... em paz! Eu quero te confessar algo!
   - Está bem, está bem! Pode falar!
   - É o seguinte... Eu saí... Com a sua irmã... Com a sua mãe e com a sua melhor amiga!
   - Eu sei, eu sei - disse e mulher. E agora fica quietinho e deixa o veneno fazer efeito, meu bem...!

Programas do governo Lula

   E vem aí mais um ministério: o da Pesca. A ordem é não deixar nenhum cumpanhêru desempregado. Duvido que algum leitor saiba quantos mionistérios tem o governo Lula.

   Pois é, enquanto fazem farra com o nosso dinheiro (eles não param nunca!), mais programas estão sendo criados para completar a suruba administrativa.

   SETE novos projetos estão sendo criados para amarrar de vez os brasileiros.

   Depois do P.A.C. (PÃO, ÁGUA e CIRCO), o Governo vai criar mais 7 novos programas:

   1 - Base de Operações Legislativas Avançadas - B.O.L.A.

   2 - Programa Intensivo de Auxílio Didático ao Analfabeto -P.I.A.D.A.

   3 - Programa de Revisão Orientado para o próprio Interesse nas Nomeações em Autarquias - P.R.O.P.I.N.A.

   4 - Mensuração da Eficiência Real das Decisões Administrativas -M.E.R.D.A.

   5 - Serviço de Apoio aos Companheiros que Atuam Nacionalmente, Aliciando Governadores, Empresários e Magistrados -S.A.C.A.N.A.G.E.M.

   6 - Fundo para Operações Destinadas aos Apadrinhados - F.O.D.A.

   7 - Programa de Interesse Regional das ONGs Cadastradas na Amazônia - P.I.R.O.C.A.

   O amigo leitor tem carteirinha do PT? Não? Que pena... São milhares de cargos, mas só pro pessoal da red star.

   Enquanto isso, o povão pasta mansamente. Alheio a tudo o que acontece nos bastidores do poder. Nunca nem ouviu falar em Daniel Dantas...

Passado o Rubicão, alea jacta est
Mino Carta

Hugo Chicarone, professor na gangue do Opportunity, disse: O problema para nós está na primeira instância, no STF e no STJ a gente tem vida fácil. A frase é recente, e certamente apressada. Confiante demais. Inegável, porém, é que a situação de Daniel Dantas na 6ª Vara de São Paulo está destinada a um desfecho fatal, enquanto o habeas corpus concedido pelo presidente do Supremo, Gilmar Mendes, não passou de paliativo. O banqueiro já voltou à prisão.

O Rubicão foi transposto. O disco rígido retirado pela PF da sede do Opportunity há quatro anos finalmente foi aberto e a nação tem o direito de conhecer seu conteúdo. Altíssima figura da República, em fins de 2005, quando perguntei em off por que o disco continuava fechado, respondeu textualmente: “Se for aberto, o Brasil pára por dois anos”. Outra personagem de primeiro plano foi além: acaba a República.

CartaCapital permite-se vaticínios opostos. A nação abre os olhos e a República se fortalece. Sempre convém botar pingos nos is e dar o nome aos bois. Graças às façanhas do banqueiro do Opportunity, o Brasil tem a chance de uma mudança real, profundíssima. DD não é Sansão. Está habilitado, porém, a levar para o inferno um número expressivo de filisteus.

Houve até quem supusesse que o homem tem uma abnorme orelha direita e acusasse CartaCapital de sublinhar-lhe o defeito físico. Mas o banqueiro deve seu desmesurado ouvido a uma caricatura fotográfica produzida pelo computador, de sorte a caracterizar alguém tão obsessivamente inclinado a ouvir a conversa alheia.

CartaCapital, desde a época de quinzenal, faz mira insistente no orelhudo porque sabe dos seus poderes daninhos. Foi pioneira na identificação de um esquema de corrupção montado há muitos anos e de proporções e capilaridade extraordinárias, e logo ganhou a companhia de outra revista, a Teletime de Rubens Glasberg, e de dois jornalistas acostumados a remar contra a corrente, Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif.

Autor da primeira reportagem dantesca de CartaCapital foi Giancarlo Summa. Depois o então redator-chefe Bob Fernandes escreveu várias e, ao deixar a revista, manteve a mesma linha de atuação em seu freqüentadíssimo blog. Feitas as contas, trata-se de uma armata brancaleone empenhada em atirar pedrinhas sobre a avenida do império midiático nativo. O enredo é conhecido e se repete em todos os quadrantes da atividade jornalística. Os praticantes do espírito crítico, prontos a fiscalizar o poder onde quer que se manifeste, pagam caro por isso.

No caso de CartaCapital, tivemos de enfrentar anos a fio a pecha de cultivar preconceitos, quando não ódio descabido, sem contar o comportamento de algumas agências de publicidade que descobriram um bom motivo para nos negar anúncios. Nem por isso recuamos. Hoje aqui estamos sem a vontade de celebrações retumbantes. Podemos ter apenas a certeza do dever cumprido.

De resto, a questão ainda não chegou ao ponto de fervura. Esta operação batizada em sânscrito tende a ser, entretanto, o começo de uma mudança capital na história do País. Assim seria se o Estado provasse sua disposição e sua capacidade de debelar a corrupção e a sociedade a mesma determinação para afastar quem a envergonha. Envergonha?

Cautelas e dúvidas sempre cabem. Nem tanto em relação ao governo do presidente Lula, que age agora com insólita firmeza depois de muitas tergiversações, abençoadas pela ministra do Supremo Ellen Gracie, e a despeito de claras divergências dentro da própria corporação policial. As dúvidas maiores dizem respeito ao establishment, a viver no momento entre o espanto e o pânico, na percepção de que o entrecho é muito maior e mais complexo do que parece.

Não causa surpresa, pelo contrário, a reação imediata do império midiático, porta-voz dos graúdos do Brasil, dos senhores, dos barões. Está claro o empenho em conter a situação dentro dos limites do passado próximo e do presente, como se a origem da investigação remontasse apenas e tão-somente ao chamado mensalão. No entanto, é do conhecimento até do mundo mineral que o fio da meada está no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, na infame marmelada das privatizações, quando o Opportunity se tornou o banco do tucanato, depois de ter prestado inestimáveis serviços ao PFL.

Longo período de mazelas e falcatruas, cujo fruto de recente maturação é a celebradíssima BrOi, a fusão apresentada como indispensável aos interesses do Brasil. Quanto ao valerioduto, não passa de um capítulo da história, e nem mesmo significativo. Ainda assim, a tentativa de turvar as águas, de engodar os ingênuos e os aspirantes ao privilégio em geral está em pleno andamento, com a contribuição de jornalistas (?), editorialistas, colunistas e quejandos, que até ontem tocaram seus violinos a favor do orelhudo. Do orelhudo e da sua turma, aconselhada e defendida por um exército de advogados e até por um pelotão de jornalistas (?), ou melhor, mercenários da imprensa escrita e falada.

Já houve tempo em que Dantas tentou corromper CartaCapital, por meio de uma campanha publicitária. Veio a equipe do Comercial: “Aceitamos?” Por que não, se os anúncios não forem politicamente incorretos? Tudo não foi além de duas inserções. Logo saímos com mais uma reportagem de capa sobre as façanhas do orelhudo. A campanha foi cancelada, e a gente riu muito.

O banqueiro moveu dois processos contra o acima assinado. O primeiro no Cível, e perdeu. O segundo, no Criminal, está em curso. Quem advoga a causa de Daniel Dantas é o escritório de Márcio Thomaz Bastos, e a ação foi iniciada durante o primeiro mandato do governo Lula. Bastos desligara-se da atividade advocatícia pelo tempo em que ocupasse a pasta da Justiça. Não engulo, contudo, este pormenor da história, decerto secundário. Bem como não engulo outro, muito mais importante: o encontro do então ministro da Justiça com Dantas, para um jantar na casa do senador Heráclito Fortes, graças à intermediação de dois deputados petistas.

Pois infinitos foram os caminhos do orelhudo, para a vergonha do Brasil.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=1397

sábado, 12 de julho de 2008

Ah! Entendi!
Do blog do Dirceu, APÓS defender explicitamente Gilmar Mendes:

   "Quero registrar ainda que não é possível admitir que setores do governo federal usem operações policiais da dimensão e importância da Satyagraha – por ter como alvo crimes de lavagem de dinheiro, remessa ilegal de recursos para o exterior, sonegação fiscal e formação de quadrilha, entre outros – para tirar dividendos políticos próprios, e atingir outros companheiros de governo e partido."

   Gostaram, petistas?
   E como não há como avançar sem atingir "companheiros de partido", já viram...
deu na folha de s.paulo
Plano para tentar melhorar relação de Dantas com o PT

Procurado por Daniel Dantas no final do ano passado, o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh ofereceu um plano para tentar melhorar a relação do banqueiro com o PT: se dispôs a tentar acordos com integrantes do partido que movem ações contra Dantas, num passivo judicial que vem desde a época das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Tal relato foi feito pelo próprio Greenhalgh a colegas petistas nos últimos dias. Não há registro de que tenha obtido êxito. O responsável por sua contratação foi o braço direito de Dantas, Humberto Braz, que está foragido desde que a Polícia Federal iniciou as prisões da Operação Satiagraha.

Greenhalgh foi pego no grampo da PF pedindo ajuda ao chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, justamente após Braz ter constatado que estava sendo seguido por investigadores da operação. Carvalho se prontificou a ajudar o colega, o que motivou os policiais a também pedirem a prisão de Greenhalgh por atuar em favor do banqueiro no Palácio do Planalto. A Justiça, no entanto, negou o pedido.

Logo depois de estourada a operação da PF, o ex-deputado petista ligou para o ministro da Justiça, seu colega de sigla Tarso Genro. A Folha apurou que o diálogo foi duro. Segundo relatos de quem conversou com Greenhalgh nos últimos dias, ele teria dito a seguinte frase a Tarso: "Se eu fosse o ministro, não faria isso com você".

Vergonha!

   O STF prega aviso: O CRIME COMPENSA!

sexta-feira, 11 de julho de 2008


Peixe grande, não!

   Pelo jeito só quem fica atrás das grades é o pobre f&%$#@dido!
   Eita brasilzim véi bunda!
Perguntar não mata

   Os policiais militares do Rio atirariam se o carro onde estava o menino João Roberto fosse uma BMW blindada, com vidros escuros?

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Desculpas

   O sujeito está na cama com a amante quando ouve os passos do marido. A mulher o manda pegar as roupas e pular pela janela. Ele reluta, porque está caindo uma chuva forte mas, não tendo outro jeito, pula e cai na rua, no meio de uma maratona. Ele aproveita e corre junto com os outros, que o olham de um jeito esquisito. Afinal, ele está pelado!
   Um corredor pergunta:
   - Você sempre corre assim pelado?
   - Sim! - responde o amante - É tão bom ter essa sensação de liberdade!
   Outro corredor pergunta:
   - Mas você sempre corre assim pelado carregando suas roupas?
   - Eu gosto assim. Posso me vestir no fim da corrida e pegar o carro para ir para casa.
   Um terceiro corredor insiste:
   - Mas você sempre corre assim pelado carregando suas roupas e com uma camisinha no pinto?
   - Só quando está chovendo!

   
Leio esta piadinha e vejo que é a cara de um governim mequetrefe acolá. Os caras têm sempre uma desculpa (besta) para tudo. Enquanto isso, vão levando no bico...

Comentário
Decisão da Justiça se discute, sim
Ricardo Noblat

Há um lugar comum a que os políticos profissionais costumam recorrer quando provocados a respeito de decisões polêmicas tomadas pela Justiça. Eles repetem como meio de se esquivar de comentá-las:

- Decisão da Justiça não se discute. Cumpre-se.

Como não sou político e muito menos profissional, discuto aqui a decisão tomada pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, de soltar o banqueiro Daniel Dantas e mais nove pessoas ligadas ao Grupo Oportunitty e que haviam sido presas, anteontem, pela Polícia Federal.

Qual o principal motivo da prisão de Dantas? A tentativa feita por ele, e amplamente documentada, de subornar um delegado da Polícia Federal para escapar de ser investigado. E para que sua irmã também escapasse.

Emissários de Dantas ofereceram um milhão de dólares ao delegado. Parte do dinheiro em reais acabou entregue. A Justiça autorizara o delegado a receber o dinheiro para que se materializasse o crime de suborno. A polícia monitorou todos os passos do delegado e dos emissários de Dantas.

É razoável supor que uma vez preso por algum tempo, Dantas estivesse impedido de eliminar indícios e provas que a polícia anda à caça e que poderão incriminá-lo mais ainda. Por tabela, é razoável supor que tão rapidamente libertado ele possa agir para dificultar o trabalho da polícia.

A decisão do ministro Mendes não deu importância ao crime de suborno. Nem ao prejuízo às investigações que Dantas possa causar uma vez libertado em tempo recorde.

De resto, desprezou o sentimento cada vez mais enraizado na sociedade de que o Brasil tem uma Justiça de classes. Ela é bondosa e conivente com os endinheirados e espertos. E rigorosa com os desprovidos de recursos e de sobrenomes famosos.

Mendes foi de uma infelicidade atroz ao condenar a "espetacularização" das ações da Polícia Federal logo no dia em que ela prendera dois dos homens mais ricos do país - Dantas e Naji Nahas, acusados por uma penca de crimes. E outra vez foi infeliz ao mandar soltar Dantas e sua turma em tão curto espaço de tempo.

Em entrevista recente à revista Piauí, Dantas afirmou que só temia uma coisa no Brasil: a Polícia Federal. Não tem mais porque temê-la.

Comecei este comentário com um lugar comum e encerro com outro. Um pé-rapado que enfrentasse situação semelhante a de Dantas teria recebido da Justiça o mesmo tratamento?

Crônica
A alegria do ladrão de galinha
Luiz Fernando Veríssimo

Quem deve estar festejando a prisão do Daniel Dantas é o Ladrão de Galinha. Mesmo que o banqueiro já esteja solto, só o fato de vê-lo sendo levado pela polícia certamente encheu de alegria o coração do Ladrão de Galinha e o levou a gritar coisas como “Até que enfim!” dentro da sua cela superlotada, em algum lugar do território nacional. O Ladrão de Galinha é aquela figura sempre citada do folclore brasileiro quando se fala das desigualdades da nossa justiça, o cara que vai preso por um crime menor, sem apelos e recursos, enquanto crimes maiores ficam impunes, ou suspeitos de roubos maiores escapam da prisão.

O Ladrão de Galinha já tinha tido outros motivos para festejar, é verdade, desde que começou o novo ativismo da Polícia Federal, que de uns anos para cá tem prendido muita gente que ninguém esperava. Mas o Daniel Dantas é diferente. Nem interessa ao Ladrão de Galinha saber se o Daniel Dantas é culpado ou inocente do que é acusado. Para ele, Daniel Dantas é um símbolo. O Ladrão de Galinha se considera o anti-Daniel Dantas. É seu oposto em tudo. Seu crime é sempre claro e indiscutível: ele rouba galinhas. É flagrado e preso e pronto. Nada mais insofismável.

Já os “crimes” do Daniel Dantas, ou as suspeitas de crimes pelas quais ele agora foi preso, pertencem ao mundo crepuscular do empreendimento capitalista, onde as regras e os costumes, e a fronteira entre a falcatrua e o bom negócio, se diluem. Quer dizer, nada mais sofismável. Há anos que Daniel Dantas opera nesse lusco-fusco moral, e nem nas críticas que recebe pode-se definir o que seja inveja ou estratégia inimiga e o que seja indignação genuina. Por isso o extremo oposto a roubar galinhas não é o assassinato em série, ou outro crime tão enorme que absolva o Ladrão de Galinha pelo contraste. É o crime indefinido, o que impede o flagrante e dribla a justiça pela indefinição, ou compra a definição favorável.

O Ladrão de Galinha tem, portanto, todo o direito de achar que, se prenderam o Daniel Dantas, as coisas estão mesmo mudando. E de fazer planos profissionais para a próxima vez que for solto: se estão prendendo os daniéis dantas, talvez estejam aliviando o roubo de galinhas.

NA FLIP

Foi ótima a 6ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty. Comentaram com o inglês Tom Stoppard, uma das grandes atrações do encontro, que ele se parecia com o Mick Jagger. Stoppard protestou. O Mick Jagger tinha mais rugas do que ele. E contou que certa vez alguém perguntou ao roqueiro por que tinha tantas rugas. “É de rir muito”, respondeu o Mick. Disse o outro: “Nada pode ser tão engraçado”.


Ministro do STF perdeu a oportunidade de ficar calado
Blog do Noblat

O que convenceu a Justiça a decretar por cinco dias a prisão preventiva do banqueiro Daniel Dantas, dono do Grupo Oportunitty? A tentativa comprovada dele de, por meio de emissários, subornar um delegado para que o deixasse de fora das investigações, e também a mulher e a irmã.

A mulher é acusada de lavar dinheiro. Em poucos anos movimentou R$ 21 milhões. A irmã de Dantas é sócia de 150 empresas. Servia como "laranja" para o banqueiro. Solto de imediato, quem ousou oferecer um milhão de dólares a um delegado seria capaz de apagar provas que o incriminem.

O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria levar isso em conta ao examinar o pedido de habeas corpus impetrado em favor de Dantas. Cinco dias são um prazo mínimo para que a Polícia Federal recolha mais provas que Dantas em liberdade poderia destruir.

Foi inoportuna a crítica repetida, ontem, por Mendes à Polícia Federal e ao que ela chama de "espetacularização" de suas operações. Faltou senso de oportunidade ao ministro. Ele passou a impressão de que reagia de antemão à prisão de notáveis.

Mendes reclamou, por exemplo, do uso de algemas em presos que não representam ameaça à própria integridade e a dos policiais. Não me lembro de Mendes e de outros ministros criticarem o uso de algemas em pessoas comuns - não digo em assassinos e bandidos comprovadamente perigosos.

O que Mendes chama de "espetacularização" tem a ver com o acompanhamento pela mídia das operações da polícia. Também não me lembro de ele ou de qualquer outro dos seus colegas ter reclamado de igual tratamento conferido por polícias locais a presos sem sobrenome de peso.

Não basta que a Justiça seja equilibrada - e essa não é a impressão que se tem aqui fora. Ela deve se esforçar para parecer equilibrada.

Ué, já foram embora?

   Os caras nem esquentaram o lugar.
   Antigamente os homens de preto deixavam os caras enjaulados por uns dez dias.
   Agora danou-se: nem dois dias... Nem ficaram para o jantar...

terça-feira, 8 de julho de 2008


Vorta, gente!

Calibrado em 11/2004

   Parece que bebe...
   Um leitor se surpreendeu após fazer o teste do bafômetro em uma blitz, em Brasília: o aparelho tinha sido calibrado pela última vez em novembro de 2004. Segundo a Polícia Rodoviária os “etilômetros” devem ser ajustados a cada seis meses. Segundo a PM, apenas a data estava desajustada. (Claudio Humberto)

Força São Paulo!
Na mão. Literalmente.

   Nicolas Sarkozy não levou a bela primeira-dama Carla Bruni para a tão aguardada reunião de cúpula anual de Hokkaido, no Japão.

   Isso quer dizer o seguinte:

   O presidente francês deixou os demais membros do G8 na mão.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Tadinhas delas

   Se os caras não podem mais sair de carro para beber, quem vai "pegar" as mulheres feias?
   Até nisso o Lula atrapalha...